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ASSEMBLÉIA GERAL – 06 DE DEZEMBRO DE 2004.
Informe 2004 Presidência

 

1. Eventos

- Mesa de Debates no auditório do Clube de Engenharia sobre “A Engenharia nos Acordos Multilaterais de Comércio” e “A Engenharia nos Planos de Integração das Infra-estruturas da América Latina”, com expositores da FEPAC (Brasil, México, Espanha e Chile), em 15 de janeiro.

- “Seminário sobre Desenvolvimento de Projetos e Utilização de Novas Tecnologias em Obras Rodoviárias”, Promoção conjunta do DNIT, ABCE, ANEOR, PETROBRAS, SINAENCO, em Brasília, de 02 a 06 de fevereiro. A ABCE participou de sessões plenárias em que expôs as considerações e pleitos da Consultoria. Em carta à Diretoria do DNIT, entregue no final do evento, a ABCE formalizou esses seus pleitos reconhecidamente justos e bem fundamentados, que visam não apenas à valorização da engenharia brasileira mas, acima de tudo o melhor interesse da nação, contribuindo para e bom desempenho da missão do DNIT. São as seguintes:
- A urgência de revisão da Instrução de Serviço DG 06/2001, inteiramente defasada e desatualizada, face às grandes mudanças ocorridas no sistema tributário brasileiro, nos custos dos serviços e na evolução tecnológica acelerada no setor de transportes.
- A necessidade de agilização da análise e aprovação de projetos, que freqüentemente são retardadas pelo foco maior nos detalhes das fases finais em detrimento das análises conceituais das fases intermediárias de ante-projeto.

- “A ALCA e a Engenharia Brasileira”, debate com Assessores dos Negociadores Brasileiros na ALCA, Guilherme Duque Estrada e Sandra Rios, que apresentaram ampla informação sobre o andamento das negociações e expectativas de resultados, uma promoção conjunta da ABCE e Clube de Engenharia, com o apoio da ABEMI, AEERJ, ANEOR, CBIC, SINAENCO, SINDUSCON-RJ e SINICON, exposições de Raymundo de Oliveira e Angelo Vian, em 16 de fevereiro. (Anexo...)

- “Encontro da Mineração Brasil-Chile”, patrocinado por ABCE, FEPAC, IBRAM, Ministerio de Minería de Chile e Codelco (Chile), com apoio do Governo de Minas, em Belo Horizonte, MG, em 02 de junho. Exposição de Lindolpho Souza, pela ABCE.

- “III Encontro de Empresários da Consultoria”, no Hotel Guanabara, com a participação de 30 empresários e representantes da ABEMI, SINAENCO, SINICON, CLUBE DE ENGENHARIA, em 16 de junho. Tema do Encontro: “Rumos para a Consultoria em Novos Cenários”. Expositora principal: Sandra Rios, da Coalizão Empresarial Brasileira. Desse Encontro intensamente participativo resultou uma extensa pauta de prioridades para a ABCE e seus parceiros naturais, Abemi e Sinaenco. (Anexo....)

- “Engenharia & Desenvolvimento”, Seminário promovido pelo BNDES, ABCE, ABEMI, CLUBE DE ENGENHARIA e SINAENCO, em 21 de outubro, com 140 participantes, no auditório do BNDES, organizado e coordenado pela ABCE, com 15 exposições a cargo de empresários da engenharia consultiva, construtoras, epcistas, executivos do BNDES e Ministério das Cidades. Os painéis foram moderados pelos presidentes das quatro entidades empresariais promotoras do evento. No último painel, foram apresentadas proposições objetivas da engenharia consultiva. Os desdobramentos do seminário incluem a formação de uma comissão BNDES-Entidades para detalhar e buscar a implementação dos mecanismos propostos. (Anexo....).

 

2. Capacitação

- PROMINP.
- Centro de Excelência de Projetos em 3D inaugurado em 07 de junho. Convênio PETROBRAS, ABCE, ABEMI, FUNCEFET, INTERGRAPH e ORACLE viabilizou a instalação e início da operação do CE, sendo os cursos acessíveis a profissionais das empresas do setor de petróleo e gás.

- Curso de Formação de Auditores Internos de Sistema de Gestão da Qualidade foi promovido pela ABCE, de 02 a 04 de fevereiro. A boa aceitação e participação de profissionais das empresas aponta para novas rodadas. Fornecidas apostilas. Avaliação positiva.


3. BNDES

- Realizada uma entrevista com o vice-presidente do BNDES, Darc Costa, para a apresentação dos pleitos da Consultoria, em 11 de janeiro. Essas formulações de pleitos foram aperfeiçoadas em outras entrevistas e reuniões ao longo ano, e desembocaram no Seminário de 21 de outubro.


4. Jurídico

- IRF: aplicação da alíquota de 4,8% sobre faturas emitidas contra empresas estatais e de economia mista. A ABCE propôs e um grupo de empresas aderiu à contratação do Escritório de Advocacia Machado Meyer, Sendacz e Opice, para, inialmente, elaborar parecer jurídico sobre a matéria, para fins de negociações por via administrativa, e posteriormente para impetrar mandado de segurança contra a aplicação da alíquota incompatível com o lucro real das empresas do setor. A liminar requerida no mandado de segurança não foi concedida, estando em preparo recurso contra essa decisão.
- ISS: O DNIT, para cumprir determinação do TCU, passou a descontar nos seus pagamentos a diferença entre a alíquota do ISS prevista na orçamentação dos serviços e a efetivamente aplicada. Essa medida cria um passivo importante nas empresas, por pretender o TCU que seja esse acerto estendido aos contratos antigos, inclusive aqueles já encerrados com aceitação definitiva dos serviços. Foi contratado o Advogado Carlos Eduardo Amorim para atuar junto ao TCU, por via administrativa, visando à reconsideração daquela Decisão.


5. Governo

- Reuniões com DNIT: Diretor-Geral em 03 de agosto, para atualizar os pleitos da consultoria ainda pendentes, referentes a formas de contratação, tabelas de preços, e outras questões mal resolvidas.
- Entrevista conjunta ABCE-Sinaenco na SRF, com Carlos Alberto de Freitas, em 30 de setembro, sobre o IRF. Amplamente discutida a questão da alíquota de 4,8% do IRRF nos contratos vigentes anteriormente à promulgação da lei, resultando o compromisso de reestudo interno da questão, ainda que sejam reduzidas as possibilidades de mudança do critério estabelecido, tendo em vista tratar-se de lei e não simples atos normativos da SRF.


6. FEPAC

- Reunião do Comitê Executivo da FEPAC, na ABCE, em 16 de janeiro.
- Participação da ABCE no 5o Congresso Panamericano de Consultoria, no México, de 03 a 06 de maio, e na Assembléia Geral da FEPAC, de 05 de maio, com a eleição de Angelo Vian para a vice-presidência da Federação.
- Editado o “Guia FEPAC para a Seleção e Contratação de Consultores”, projeto coordenado pela ABCE, com base em consultas às Associações de Consultores membros da FEPAC e à legislação dos países da América Latina.


7. Bancos Multilaterais

- O BID adotou novas “Normas para a Pré-Qualificação de Consultores”. A ABCE elaborou uma avaliação crítica e convidou o Sinaenco para analisar o trabalho e sugerir aperfeiçoamentos de modo a resultar uma manifestação ao Banco sobre o que o setor considera inadequado e mal concebido naquelas normas. Sua aplicação em editais de prefeituras já mereceu questionamentos da ABCE, por ferir a legislação brasileira. O documento deverá ser enviado ao BID como posição de consenso da consultoria de engenharia brasileira. Também foi enviado a todas as Associações Nacionais de Consultores vinculadas à FEPAC, sugerindo um movimento a nível continental para obter a concordância do BID sobre as modificações propostas.


8. Congresso Nacional

- ABCE, ABEMI, ANEOR, CLUBE DE ENGENHARIA, SINAENCO, SINICON associaram-se para uma ação conjunta visando à reativação do Grupo ou Frente Parlamentar de Engenharia. Cartas foram enviadas pela ABCE aos presidentes da Câmara e do Senado, e a todos os parlamentares engenheiros, convidando-os para aderirem a essa proposta da engenharia brasileira. Uma vez criada ou retomada a Frente ou Grupo Parlamentar, pretende-se promover um evento em Brasília para uma exposição objetiva sobre a situação do setor, sua importância, seus pleitos. O documento-base para essa apresentação já existe, e deverá ser aperfeiçoado com a colaboração de todos.


9. Banco de Dados da Consultoria Brasileira FINEP-ABCE

- O Banco de Dados foi renovado, com formato mais simples e funcional, totalmente informatizado, já disponível nas páginas da ABCE e da FEPAC na Internet. Cada empresa se apresenta com os dados que facilitem possíveis parcerias ou consultas de clientes.


10. Editais

- A ABCE tem contestado editais e contratações públicas irregulares ou inadequadas em diversos órgãos e organismos do setor estatal, dentre eles o Ministério dos Transportes, DNIT, FURNAS, ANTT, ANP, ANTAQ, Prefeituras, Petrobras e outros. É necessário as empresas enviarem à ABCE informações sobre editais a serem impugnados ou aperfeiçoados, tempestivamente, para permitir manifestações eficazes.


11. FINEP

- A ABCE integra o Conselho Consultivo da FINEP, participando das reuniões regulares do órgão, presidido pelo Presidente da Empresa. Atualmente a FINEP tem focado sua atuação nos programas de interesse do meio acadêmico, das organizações de pesquisa C&T, com ênfase em programas para inovação tecnológica. É praticamente nulo o apoio à empresa de consultoria, embora esteja disponível a linha de financiamento ao contratante de serviços de consultoria. Nessa linha estão praticamente excluídas as empresas estatais que contratam engenharia, por terem esgotado sua capacidade de endividamento, controlada pelo Banco Central e Senado. Para financiar clientes do setor privado não há, em princípio qualquer impedimento, desde que atendidas as exigências de garantias usuais. Também podem ser obtidos financiamentos para a atualização tecnológica das empresas, mediante garantias que nem sempre podem ser oferecidas pelas consultoras. Os editais da FINEP para a apresentação de projetos nos Fundos Setoriais (CTPetro, CTEnerg e outros) não facilitam mas não impedem a participação de consultoras como parceiras ou subcontratadas de universidades e centros de pesquisas.

- Reunião conjunta do SINAENCO e ABCE, em 21 de setembro, teve por objetivo levar à Diretoria da FINEP os pleitos da consultoria, especificamente, nesse encontro, o do financiamento de clientes do setor público, com vistas a contornar as limitações relativas à capacidade de endividamento. Foi acordada a constituição de um GT FINEP-Entidades (Sinaenco-ABCE) para estudar os pleitos da consultoria e preparar elementos para decisões da Diretoria da Empresa. Ainda não está constituído esse GT.

 

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