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RODOVIA BR-101/RJ
DIVISA ES/RJ - PONTE RIO-NITERÓI

Este trecho da rodovia federal BR-101, no Estado do Rio de Janeiro, se desenvolve ao longo de aproximadamente trezentos e cinqüenta e sete quilômetros, interligando todos os municípios do norte e do noroeste do Estado a Niterói e à cidade do Rio de Janeiro.

É indiscutível sua importância estratégica e logística para o nosso Estado e para o País e, forçoso citarmos, sua importância para a produção de álcool no município de Campos e de toda sua abrangência regional; para o pólo petroquímico de Macaé; para a viabilidade da futura refinaria a ser construída pela Petrobrás em Itaboraí; para o escoamento do tráfego do futuro Arco Rodoviário e ligação das regiões norte, noroeste, serrana e litorânea do estado com o Porto de Sepetiba; para o pólo turístico da Região dos Lagos, não nos esquecendo do acesso à RJ-116, e por conseguinte ao terceiro pólo cimenteiro do País; ao pólo turístico da Região Serrana e ao maior pólo brasileiro de lingerie na cidade de Nova Friburgo.

A rodovia se encontra saturada, com um volume de tráfego variando de 10.000 a 50.000 veículos por dia, sendo 50% de caminhões, ônibus e carretas, uma demanda bem superior a sua capacidade. O seu estado de conservação é extremamente precário, em particular nas pontes e viadutos, que são estreitos e em adiantado grau de deterioração, acarretando repetidas interrupções de tráfego para execução de obras emergenciais de recuperação e reforço, com grandes prejuízos para a sociedade. O trecho conta com o pior segmento crítico em rodovia federal no estado, a travessia urbana de Itaboraí, onde ocorrem engarrafamentos e acidentes constantes. O chamado Contorno de Niterói é recordista de acidentes, causadores de grandes congestionamentos no acesso à ponte Rio - Niterói.

A ocorrência de acidentes de trânsito ao longo da rodovia é muito alta, destacando-se os atropelamentos nas travessias urbanas e os sinistros causados pela insuficiência de capacidade da rodovia.

Em 2003 o DNIT deu início ao processo de licitação dos projetos necessários à recuperação da rodovia, através do processo 50607.010927/2003-58, lançando, no início de 2004, o Edital de Concorrência Pública Nº 258/2004, com doze lotes de projeto. A licitação foi realizada em 18.01.2005, participando a maioria das empresas do setor, com 52 propostas, e, os preços abertos em 06.12.2006.

Entretanto, até hoje, julho de 2007, os contratos ainda não foram assinados.

Motivo alegado: a possível concessão da rodovia à iniciativa privada.

É do pleno conhecimento do setor que as condições previstas no Edital de Concessão inviabilizam o processo. Esse assunto se arrasta há muitos e muitos anos, e a rodovia continua e continuará abandonada penalizando a população e a economia do nosso Estado. Esse impasse perdurará, tendo em vista que a modelagem do Edital de concessão, prevê a predominância dos investimentos para melhoramentos da rodovia até o quinto ano, o que é incompatível com a tarifa básica fixada.

A única solução para viabilizar o processo de concessão, com tarifa compatível com o poder aquisitivo do brasileiro, é a União assumir as obras de restauração, melhoramentos e duplicação da rodovia, com os recursos da CIDE, deixando a cargo da concessionária exclusivamente os encargos de manutenção e operação da via. Aliás, tal como foi feito pela União em Minas Gerais, na BR-381, e em São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, na BR-101.

A população do Rio de Janeiro, além de pagar a CIDE, se encontra sitiada por pedágios caros na Rio-São Paulo, Rio-Petrópolis, Rio-Teresópolis, Ponte Rio-Niterói, Via Lagos, Linha Amarela, RJ-116, ou seja, é importante que sejam adotadas medidas visando a reduzir o impacto desse futuro pedágio na economia e na competitividade do Estado.

 

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