ABCE

Quem Somos

A ABCE­ Associação Brasileira de Consultoras de Engenharia foi fundada em 1966. Congrega as mais importantes empresas brasileiras de Consultoria de Engenharia. Seu objetivo é promover a valorização desse setor estratégico da engenharia brasileira, orientando os investidores que precisam do seu know-how. Para isso, a ABCE mantém contato estreito com quem contrata os serviços das Consultoras, clientes públicos ou privados, orientando sobre as práticas mais adequadas de seleção e contratação da empresa.
 
A ABCE promove estudos e encontros técnicos para intercâmbio de experiências. Desenvolve um intenso trabalho para difundir a capacidade das empresas brasileiras. Publica manuais sobre legislação, orçamento, editais e contratos, úteis para quem oferece ou precisa de Consultoria. Na área internacional, a ABCE é associada à FIDIC Fédéracion Internationale des Ingenieurs-Conseils,que congrega as entidades congêneres de 80 países, e da FEPAC Panamerican Federation of Consultants, que congrega as Associações Nacionais de Consultores dos países das Américas.
 

História e Missão

A ABCE criada em 1966 - congrega empresas brasileiras de Consultoria de Engenharia atuantes em todos os setores de infra-estrutura, indústria, mineração, energia, petróleo e gás, transportes, recursos hídricos e saneamento, meio ambiente e demais áreas da engenharia e arquitetura ? com apoio interdisciplinar da economia, direito, ciências humanas e demais áreas do conhecimento técnico e científico.
 
A ABCE surgiu da necessidade de as empresas de Consultoria de Engenharia contarem com o apoio institucional de uma organização capacitada técnica e administrativamente para o seu relacionamento com clientes e governos, assegurando tratamento correto para este setor de Engenharia, ainda pouco reconhecido na década de 60, com todas as suas peculiaridades e sua importância estratégica.
 
Foram pioneiras, naquele momento, as empresas do setor de transportes, que apresentou forte expansão nos anos 60. Essas empresas projetaram o atual sistema viário brasileiro, como as rodovias, ferrovias, portos e terminais, incluídas importantes obras de arte especiais. O setor público se constituía no maior contratante de Consultoria, representando mais de 80% do mercado das empresas.
 
Progressivamente agregam-se aos pioneiros do setor de transportes as empresas dos demais setores, já fortemente envolvidas na expansão da infra-estrutura do país. Importante destaque se dá para os grandes empreendimentos que compõe o sistema brasileiro de energia elétrica e de petróleo, que se constituíram num forte impulso para o desenvolvimento tecnológico e crescimento físico de empresas consultoras. O setor de recursos hídricos e saneamento em expansão leva à multiplicação de empresas consultoras especializadas, com pleno domínio das tecnologias utilizadas.
 
A Consultoria de Engenharia alarga progressivamente seu campo de trabalho, executando: estudos de viabilidade técnica econômica, ambiental, inventários e levantamentos de recursos minerais, florestais e demais estudos que permitem a tomada de decisões sobre investimentos públicos e privados. Projetos básicos e executivos de engenharia e arquitetura e gerenciamento e supervisão de programas de investimentos e da execução de obras, se constitui num dos principais ativos do setor.
 
A ABCE passa a ser o núcleo aglutinador das empresas, para o intercâmbio de experiências, identificação de obstáculos, gargalos e problemas a enfrentar de forma coletiva institucional. A ABCE torna-se geradora de estudos e proposições para o aperfeiçoamento da legislação e das práticas adotadas para a utilização dos serviços de Consultoria. Assume a representação das empresas em ações administrativas e judiciais contra irregularidades praticadas por contratantes de serviços ou agentes públicos.
 
A expansão industrial amplia o campo de trabalho para a atuação de empresas de Consultoria no setor privado, exigindo e motivando programas de capacitação tecnológica para execução de projetos envolvendo processos industriais avançados.
 
Parcerias com empresas estrangeiras resultam em transferência e absorção de tecnologias até então não disponíveis no país. Algumas empresas brasileiras mantêm-se então sob controle acionário estrangeiro, com os benefícios para o seu desenvolvimento tecnológico e assegurando maior capacidade econômica para a realização de grandes projetos.
 
Na passagem para os anos 70 é estabelecida, em legislação de exceção, rígida defesa do mercado nacional para empresas brasileiras. Essa intervenção no mercado visava a apoiar o fortalecimento da empresa nacional, incentivando parcerias. Linhas de crédito se oferecem e são utilizadas para a nacionalização de importantes empresas consultoras brasileiras.
 
Os anos 70-80 marcam a expansão do mercado da Consultoria de Engenharia. Várias empresas atuam por mais de duas décadas com contingentes de milhares de profissionais, técnicos e administradores
No final da década de 80 a atividade de Consultoria atinge seu mais elevado patamar de atividades. Um conjunto de 200 Consultoras emprega 60 mil funcionários: profissionais de nível superior, técnicos de nível médio e administradores. O setor elétrico é então o de maior demanda.
 
No início da década de 90, uma nova política do governo adota medidas econômicas extremamente agressivas, com graves conseqüências para o setor, levando a uma forte desestruturação, não somente pela ausência de demanda como pela geração de um elevado volume de credito, devido ao não pagamento de dívidas geradas pelos serviços realizados. A ABCE é mobilizada para a negociação dos créditos das consultoras do setor elétrico, o mais afetado pela medida autoritária, tendo apos um grande esforço, conseguido uma solução para a grave crise. A redução drástica do volume de investimentos públicos, provocou uma forte retração na atividade de Consultoria.
 
O governo decreta, o fim do tratamento preferencial para o mercado da engenharia, para as empresas brasileiras de capital nacional.
 
As consultoras brasileiras, contudo, superam o impacto inicial da súbita e inesperada mudança de regras e passaram a atuar em mercado aberto à competição estrangeira.
 
Ao mesmo tempo introduz-se o conceito de gestão da qualidade que ao longo de quase uma década se irá consolidando como objetivo das empresas para atuar em mercado aberto e altamente competitivo. Empresas iniciam processos de capacitação para a certificação da qualidade no sistema ISO.
 
Tem início a revolução eletrônica. Desaparecem das empresas os equipamentos elétricos, pranchetas, telex e desenhistas. Instalam-se computadores, com o uso disseminado das ferramentas eletrônicas para todas as atividades tradicionais da Consultoria. Implantam-se redes de comunicação, projetos circulam por Internet.
 
A passagem dos anos 80 para 90 pode ser considerada o ponto de mutação da Consultoria de Engenharia, revolucionando conceitos, mudando hábitos, comportamentos e estruturas empresariais. No entanto, no início dos anos 90, a crise política com o impedimento do presidente da República, gerou graves reflexos sobre a atividade econômica do país.
 
Paralelamente, a atividade legislativa mantém o seu ritmo e inicia a discussão da nova lei de licitações públicas. A ABCE participou ativamente no assessoramento da elaboração do projeto de lei de licitações (Dep. Luiz Roberto Ponte). Ao longo de dois anos a ABCE acompanha presencialmente a tramitação do PL, oferece subsídios a relatores, expõe suas propostas em seminários internos do Congresso Nacional, contribuindo para a instituição de normas transparentes de seleção e contratação de serviços de engenharia (Lei 8666/93). Logra assegurar tratamento diferenciado para a Consultoria, com a valorização da técnica em relação ao preço nas contratações. A lei de licitações cria mecanismos que se tornam a mais usada ferramenta da ABCE na defesa da ética e transparência em contratações do setor público em todos os seus níveis. Desde então, tornam-se habituais na vida da ABCE as impugnações de editais de licitação e representações aos Tribunais de Contas da União e dos Estados.
 
Na década de 90 e primeiros anos do início do século, a Consultoria define e se mantém estável em seu novo patamar de atividades, quadros e movimento econômico sensivelmente inferior ao nível dos anos 80. A razão é a combinação da forte retração dos investimentos públicos em infra-estrutura com o lento ritmo de expansão dos investimentos privados.
 
No 45º aniversário da ABCE, apresenta-se um cenário promissor. Após anos de estagnação sem investimentos em infra-estrutura, sinalizam-se programas de obras com previsão de forte demanda de trabalho. O setor de petróleo e gás é mobilizado para preparar quadros técnicos e fortalecer-se empresarialmente para atender à grande demanda prevista da Petrobras e de operadoras nacionais e estrangeiras concessionárias de novos campos de exploração e produção.
 
O risco de futuro colapso do sistema elétrico aponta para a urgência de pesados investimentos em geração e transmissão de energia. Prosseguem leilões para concessões de novas hidrelétricas e são anunciadas múltiplas concessões de rodovias e ferrovias à iniciativa privada que exigirão estudos e projetos de engenharia de vulto apreciável.
 
Programa de ampliação e modernização de portos e aeroportos já representa fonte importante de trabalhos de Consultoria de Engenharia.
 
A limitação dos investimentos sociais na última década provoca igualmente pressões por ampliação dos programas de educação, saúde e habitação. São reconhecidos como insuficientes os programas. assistenciais de emergência. Crescem as demandas populares por educação e saúde. Reclamam-se investimentos vultosos em saneamento e habitação popular, essenciais para reverter o quadro de pobreza e insalubridade da população de baixa renda.
 
Reorientação de políticas econômicas e fiscais poderá viabilizar maiores aplicações de abundantes recursos atualmente disponíveis no BNDES e CEF para financiar investimentos públicos e privados. Propõe-se a redução de juros para concessionárias e investidores privados e o redimensionamento de impedimentos fiscais ao endividamento de empresas públicas de saneamento.
 
O êxito no controle da inflação tende à redução da elevada taxa de juros que manteve reduzida a capacidade de investimentos públicos absorvidos pela necessidade de superávits primários elevados, ora superados.
Forte pressão dos setores produtivos mais importantes para investimentos substanciais na infra-estrutura degradada do país poderá levar a mudanças de rumo na economia.
 
A ABCE chega aos 50 anos comprometida com a luta por mudanças capazes de promover o crescimento do país, após longa estagnação econômica. Seguirá reclamando papéis decisivos para a Consultoria de Engenharia nesse processo. Não se omitirá em episódios que levem à desvalorização do setor. Apoiará como sempre todos os programas que visem ao desenvolvimento tecnológico das empresas. Seguirá atuando para o aperfeiçoamento das leis que regem o exercício da Consultoria e as licitações e contratos do setor público.
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ABCE - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CONSULTORES DE ENGENHARIA
Todos os direitos reservados · 10/2014